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  • Gabriella Sperati

Como está sua autoestima?

Maria do Carmo Tirado CRP/SP 42494


A autoestima está diretamente ligada ao valor que você dá a si mesmo(a). Desse modo, correlaciona-se à valorização pessoal, à saúde mental e à capacidade de regeneração.

Alguns pressupostos, como: aceitar-se; lidar bem com as próprias doenças e as dos outros; ser gentil; ser grato; dar apoio a si e pedir ajuda ao outro (se necessário); reconhecer erros (sem culpa e apego); cuidar do corpo e da alma; amar-se (sem personalismo), tudo isso resulta numa autoestima elevada, com a qual podemos agir no mundo de maneira equilibrada, gostando de nós mesmos, sem deixar o outro de lado.

Portanto, refletir sobre si mesmo e conseguir mobilizar recursos próprios voltados para a autoconfiança, pode não só lhe fortalecer como ser humano, como também ensinar a relacionar-se com o próximo, de maneira mais assertiva e feliz.

Essa auto observância lhe levará a enxergar quem de fato você é e como se relaciona, propiciando respeito a si e àquele que estiver ao seu redor. A estima é um valor que você dá a uma coisa ou pessoa e a autoestima é você com você mesmo. Desde a infância temos uma autoimagem que paulatinamente vem sendo construída. À medida em que crescemos, vamos formando nossa personalidade e nos constituímos como seres pensantes, com nossas crenças (limitantes ou não), que têm sentimentos e pensamentos, que interferirão com as atitudes que tomamos na nossa existência.

A primeira coisa que devemos trabalhar é com a consciência de que crises existem como oportunidades para evoluirmos. Para isso, devemos desenvolver nossa sensibilidade em olhar ao redor, sermos gratos por tudo que já fizemos e termos metas para concluir objetivos.

Todos temos capacidades e potenciais, basta buscar dentro de nós e, com certeza, encontraremos respostas para desenvolver hábitos saudáveis, rotinas com disciplina e transmutar essas tantas potencialidades de nós para a comunidade onde trabalhamos, para nossos lares, para aqueles que estão no caminho. Seja quem for! E com isso seremos notados e deixaremos marcas de positividade, alegria, bem-estar e tantas outras benesses.

Tudo isso representa uma pessoa de boa autoestima, que se contrapõe ao que chamamos de “ego inflado”. Alguém cuja autoestima esbarra na arrogância e que, na maior parte das vezes, acha que tem sempre razão.

Maslow A., 1908-1970, renomado psicólogo americano, em sua teoria de necessidades, discorre que o homem, até chegar à realização pessoal, passa por fases de desenvolvimento, que vão desde a parte fisiológica (sobrevivência), base da pirâmide de necessidades, subindo para a segurança do corpo, emprego, saúde, amor, família, amizade, para só depois constituir a autoestima em si, chegando ao topo, onde aceita os fatos, tem maior discernimento na resolução de problemas com criatividade e espontaneidade. Desta feita, a formação de uma autoestima razoável passará, segundo esse autor, por esses pressupostos até o cume da pirâmide.

O processo da formação de uma boa autoestima, sem dúvida, submerge de uma profunda reflexão acerca do meu eu - como me vejo - se me comparo aos outros - se busco aprovação de terceiros - não defino meus limites - me sinto culpado...


São muitas indagações que esbarram em um trabalho de autoconhecimento, que podem mostrar onde devo mudar e quando devo fazê-lo. São desafios do dia a dia que, dependendo da minha postura, advirão em grandes resultados.

Quando falo em grandes resultados, não estou dizendo que temos que escalar o Everest ou algo semelhante. Não são feitos para o mundo, são realizações para si mesmo, que recairão em boas condutas para todos.

Pessoas de autoestima razoável, via de regra não olham só para si, mas também conseguem ser mais empáticas e agradáveis. As de baixa autoestima, ao contrário, tendem a deprimir e afastam os outros. Até porque, só enxergam o lado ruim das coisas e das situações. Não incomum no consultório psicológico, atendemos pacientes de autoestima muito rebaixada, com graves processos de depressão. Esses casos demandam, não só atendimentos semanais, como também, ajuda especializada de médicos psiquiatras.

A partir do momento em que se trabalha com conteúdos inconscientes somados a algumas técnicas, como relaxamento e respiração abdominal, a tendência é que os pacientes passem a se olhar com menor culpa e, aos poucos, melhorem a forma com que lidam com suas crenças limitantes. Isso tudo culmina numa melhora considerável de autoestima. Mas não há esforço que se faça, se o próprio paciente não quiser ser mola propulsora de mudança.

De alguma forma, há um ganho secundário da doença para aqueles que não reconhecem a necessidade de mudar algo que lhes incomoda. Isso os mantém num patamar de vítimas de si mesmos e do mundo. Mas perdem em qualidade de vida e deixam de fazer muitas coisas boas ao seu redor.

Desde a infância devemos semear bons princípios e ótimos exemplos a nossos filhos, para que os ajudemos a se tornarem seres humanos melhores, com autoestima voltada ao bem. Nunca o mundo precisou tanto disso! As raízes plantadas e devidamente semeadas, tornam-se bons frutos e, por consequência, a colheita será farta.

Parte dos indivíduos se preocupa tanto com os aspectos materiais, que se esquecem de auxiliar os seus, naquilo que poderá ficar mais cravado em suas mentes e que lhes proporcionará maior amor-próprio. E quem são os seus? podem ser desde filhos a parentes, amigos, colegas de trabalho, alunos e até um transeunte.

Outro aspecto a ser destacado é quanto ao “ego inflado”; muitos acreditam que essa exacerbação tem muitos ganhos - na mídia, nas relações, no ambiente laboral. Porém, esses mesmos indivíduos que até se destacam em alguns aspectos e em suas argumentações, são os primeiros a desrespeitar seus colegas de trabalho (por exemplo) causando conflitos que seriam absolutamente desnecessários, se tivessem um olhar mais humano nas relações que, consequentemente, refletem profissionalmente, em suas casas e em todos os ambientes em que vive.

Manter uma relação afetiva com alguém com essa característica, é o mesmo que anular-se como pessoa. O quanto isso é visto nos consultórios psicológicos: amar não significa abrir mão de sua individualidade, de seus princípios, em favor do “ego” do outro; valorizar-se não significa em absoluto assumir um papel personalista sobre o outro, seja sob a circunstância que for.

Sócrates (470 a.C – Atenas, 399 a.C) já afirmava “conhece-te a ti mesmo”. Esse conhecimento esbarra em conteúdos inconscientes que, de um jeito ou de outro, submergem, seja por atos falhos, sonhos etc. Portanto, para uma autoestima saudável há a necessidade de nos voltarmos para nós mesmos, de maneira genuína e profunda.

Se for impossível fazermos isso espontaneamente, a ajuda psicoterápica é uma importante ferramenta para o autoconhecimento e elevação da autoestima. É um processo que depende muito de cada um. O quanto crio consciência do meu “eu” e desejo conscientemente mudar.

Esse processo esbarra em algum sofrimento, mas de forma alguma é impossível alcançá-lo.

Que tal começarmos hoje? Pense nisso... A decisão é nossa! Só nossa!

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