Life Coaching – será que dá certo?


O Coaching é um conjunto de técnicas, dentro de um processo com duração determinada e focada em objetivos bem construídos. O processo de Coaching pode ser entendido como uma relação de ajuda, assim como o Mentoring e a Psicoterapia.


Simples assim? Não, não exatamente!


Primeiro, porque o Coaching apresenta diferenças importantíssimas em relação aos dois processos citados acima (Mentoring e a Psicoterapia); segundo, porque tem uma história muito clara, que o define e direciona para finalidades bem específicas.


Em sua origem, o Coaching tem uma história e base filosóficas que o definem, realmente, no âmbito das relações de ajuda. Vamos entender melhor isso: a origem da palavra nos remete à Hungria do século XVI, onde começaram a fabricar, em um povoado específico, carruagens mais seguras e confortáveis do que as da época. Muito em breve, a Inglaterra passou usá-las também. O nome original era kocsi szeker, e quem produzia as tais carroças era chamado de kocsi. Para os ingleses, a palavra soava como coach, que passou a designar quem conduzia as carruagens, ou seja, os cocheiros – trabalhadores que levavam as pessoas de um local a outro de forma segura, em carruagens confortáveis.


Viajando no tempo, vamos para determinado momento, em meados do século XIX, em que os alunos da Universidade de Oxford, na Inglaterra, passaram a apontar seus tutores como principais responsáveis pelo bom desempenho que tinham nos exames. Por similaridade de conceitos, estes tutores eram, portanto, os profissionais que os guiavam pelo melhor caminho, rumo ao sucesso ou alcance de seus objetivos e passaram a ser chamados de Coaches (no plural) ou Coach (no singular).


Novo salto no tempo e aterrizamos em meados do século XX, quando o termo passou a ser utilizado para aqueles que ajudavam atletas a melhorarem seu desempenho, conduzindo-os de um resultado “x” para outro muito melhor e mais técnico. A palavra Coach é utilizada até hoje para designar “treinadores” na Língua Inglesa.


Em 1974, Timothy Gallwey, ex-tenista profissional da Califórnia, publica o livro “The Innner Game” ( O Jogo Interior). Atuando como treinador de atletas dessa área, Gallwey afirma em seu livro que o maior adversário de um jogador não está do outro lado da rede, mas sim dentro do próprio jogador, em suas crenças limitantes sobre si mesmo, sobre a situação do jogo ou do campeonato. Interferências internas, como o medo, a insegurança, lapsos de concentração e conceitos ou suposições limitantes eram mais intensas e atuantes do que a própria realidade externa, havendo a necessidade de disciplinar a mente de seus treinados na busca de seu melhor conceito sobre si mesmo e suas capacidades de atuar tecnicamente.


Gallwey define o processo de Coaching como “uma relação de parceria (profissional e cliente) que libera o potencial das pessoas de forma a maximizar o desempenho delas. É ajudá-las a aprender ao invés de ensinar algo a elas”.


Esta visão era bastante revolucionária e, rapidamente, foi transportada para a visão de desempenho de executivos nas empresas, transformando-se, por sua eficácia, em processos de treinamento muito utilizados em grandes empresas, com ótimos resultados.

Percebem a similaridade dos conceitos, desde os primórdios do conceito de Coach até o mais atual?


O Coach, num processo de Coaching, ajuda as pessoas (atletas, executivos ou pessoas em geral) a melhorarem seus resultados, guiando-os de um patamar de desempenho para outro, com resultados muito melhores. O Coach conduz nesse caminho, mas quem sai de um “local” (não geográfico) para outro é o treinado, aluno ou cliente - que passamos a chamar, nos processos de Coaching modernos, de Coachee.


Portanto, Coach é o profissional que utiliza as técnicas; Coachee é o cliente, ou aquele que passsa por esse processo conduzido pelo Caoch; Coaching é o nome do processo em si.


Dos estudos e aprimoramentos que vieram do Coaching, muitas técnicas interessantes de auto-conhecimento e auto-aprimoramento surgiram. O Coaching tornou-se uma metodologia estruturada e aprimorada, e os avanços da PNL (Programação Neurolinguística), da Neurociência e de conceitos que fazem parte da Inteligência Emocional levam, constantemente, a novas ferramentas a serem utilizadas nos diversos tipos de processos de Coaching atuais.


Como colocado anteriormente, O Coaching é, então, uma relação de ajuda, tanto quanto a Psicoterapia e o Mentoring. Mas cuidado! “Tanto quanto” não significa “a mesma coisa”! Cada um desses processos tem seu objetivo específico.


Vamos diferenciar, tentando colocar de forma bem simples:

- Mentoring – Um especialista ajuda a um novato da área a chegar ao melhor desempenho, ensinando-o as melhores práticas sobre aquela especialidade. Pode ter duração determinada ou não, pode ser um processo formal ou apenas assumido por alguém que quer ajudar o outro a melhorar naquela área específica. O Mentor usa seu saber especializado para desenvolver seu Mentorando na mesma área.


- Psicoterapia – Um Psicoterapeuta cuida de um paciente, tratando suas dores emocionais com origem no passado, em sua história de vida e traumas, com objetivo de superar essas dores, de ajudá-lo a ter melhores condições de viver e se relacionar em sua vida como um todo. O tempo de finalização, em geral, não é determinado e o processo pode extender-se por anos, dependendo do grau, número e qualidade das dificuldades do paciente. O Psicoterapeuta utiliza sua formação em Psicologia e linhas específicas que lidam com a Natureza Humana para cuidar de seu paciente.


- Coaching – O profissional certificado, que não precisa ter a mesma especialidade do Coachee, ajuda-o a superar obstáculos na direção de um objetivo específico, uma meta clara e objetiva, por meio de ferramentas técnicas que levam a planos de ação, identificação e superação de crenças limitantes. O foco do processo está no presente e futuro, uma vez que vai guiar o Coachee de um estado atual para uma meta determinada futura. É um processo com aproximadamente 10 sessões, no qual o foco é essa meta pré-determinada.


Fala-se que o Coach é um “perguntador”. Uma vez que os principais obstáculos para o alcance de um objetivo estão dentro do próprio Coachee, o Coach precisa ter condições de fazer as perguntas certas que levarão seu cliente a chegar às respostas certas e aos melhores caminhos.



É importante colocar que, para alcançar objetivos por meio do Coaching, é preciso que o Coachee consiga formar uma visão de futuro. Algumas pessoas, presas demais ao passado, não conseguem construir essa visão e, para elas, o Coaching não é indicado. Nesses casos, indicamos a Psicoterapia, que vai lidar com essas “amarras” do passado - para além das crenças limitantes a respeito de si mesmas e do mundo.


Porém, é comum acontecer um processo de Coaching durante a psicoterapia, após algumas amarras serem liberadas. Objetivos práticos podem ser atingidos por meio do Coaching, enquanto processos mais profundos e cristalizados no emocional do cliente é tratado na Psicoterapia.


Quando falamos de metas claras e objetivos específicos com visão de futuro, podemos perceber diversos tipos. O tipo de objetivo define o tipo de Coaching a ser realizado, profissionais especializados nessas áreas. Por exemplo, temos o Coaching de Lideranças, o Coaching Executivo, o Esportivo, o que leva ao objetivo de emagrecer, de fazer uma transição de carreira. São inúmeros os campos em que um profissional da área pode direcionar seu trabalho, conforme seu próprio objetivo de atuação.


O Life Coaching, ou Coaching de Vida, é aquele que não está voltado para o desempenho profissional. Está ligado a desenvolver pessoas, ainda que fora do mercado de trabalho, ajudando-as a promover uma transformação de vida e auxiliando na realização de sonhos. Podemos citar como exemplos, o coaching Vocacional, o Financeiro, o de comunicação, de relacionamento, enfim, poderíamos trazer inúmeros temas incluídos nesta área, sem que envolva desempenho profissional, de equipe ou empresarial.


Neste tipo, assim como nos outros tipos de Coaching, trabalhamos, como citei anteriormente, crenças limitantes. Mas o que seria isso?


São aquelas que somos levados a acreditar desde nossa infância e que não conseguimos trazê-las de forma adequada para nosso presente de adultos. Algo mais ou menos assim: “Ninguém nesta família chega a fazer uma faculdade”; “homens não choram”; “8 não é uma nota boa, é preciso tirar 10 em tudo, sempre”.


Todas essas falas podem ficar - e geralmente ficam – entranhadas em nosso inconsciente. Nós as mantemos ali sem questionar se são verdadeiras ou não. Elas apenas são. À medida que as reconhecemos, podemos questionar a validade delas para nós.


Veja: ninguém chegou à faculdade na família porque eram tempos e pessoas diferentes e posso mudar isso com minhas capacidades; sou um homem e posso chorar se sentir necessidade, sem que isso seja ruim para mim, todos estão chorando a minha volta ou tenho motivos para me sentir assim e chorar; não preciso ser perfeito em tudo o tempo todo, mas buscar aprimoramento constante me leva a melhorar...

Se não sabemos quais são as crenças, não conseguimos mudá-las. Imagine quantas crenças limitantes temos e não nos damos conta... imagine quanto podemos mudar nossa vida, encarando-as e confrontando com nossa realidade efetiva...


Life Coaching dá certo? Dá sim! Certamente! Dos objetivos que nos parecem mais longínquos - aqueles que falamos “ seria muito legal, mas isso não é para mim” - àqueles que tentamos, tentamos e não alcançamos, sem perceber que nos auto-boicotamos, inconscientemente, como forma de reafirmar a veracidade de crenças limitantes que não sabemos que temos.


Quais são suas crenças limitantes? O que você gostaria de alcançar e não consegue, sem que haja um motivo efetivo para isso? Do que você não se considera merecedor ou possível de alcançar?


Pense bem!


Que tal passar por um processo de Life Coaching para derrubar seus obstáculos internos de realização?


A decisão é nossa! Só nossa!


Ana Paula Aquilino

CRP 06/20694

Psicóloga, Coach e Palestrante

ConQuistaH Consultoria Psicológica

CNPJ 36.586.648/0001-39 - CRP/SP 06/8377J


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