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Solidão


E afinal o que é estar só?

Seria uma forma de fugir das coisas, uma imposição da vida, uma escolha, um refrigério nos momentos difíceis?

É sabido que alguns tipos de personalidade (especialmente aquelas pessoas introspectivas), muitas vezes, se sentem mais felizes voltadas para si, evitando contato com outras pessoas, ora por se sentirem mais seguras e menos ameaçadas, ora para viver o seu próprio mundo. Algumas (não todas) se isolam totalmente de quem está ao seu redor.

Há aqueles que optam, inclusive, por profissões nas quais têm mais contato com o computador, do que com as pessoas. E isso não seria problema, se não fosse o fato de que nascemos para interagir (muito ou pouco). Somos seres relacionais. Assim, o que importa não é o exercício profissional, mas o uso que fazemos disso.

Ninguém precisa estar o tempo todo com alguém. É salutar entrarmos em contato com o nosso “eu interior”. Praticar a introspecção é uma importante ferramenta para o nosso autoconhecimento. Todos nós precisamos de um momento reflexivo. Tanto é que, na atualidade, muito se fala nas técnicas meditativas, que auxiliam o ser a se voltar a si mesmo e com isso obter maior equilíbrio.

No entanto, uma coisa é a busca harmônica de si, até para ajudar nos relacionamentos interpessoais, outra coisa é uma fuga inconsciente, que nos remete a nos tornarmos ermitões.

A fala “nenhum homem é uma ilha…”, de John Donne, é real. Na atualidade vislumbramos um panorama em que, cada vez mais, o ser humano está só em meio a muitas pessoas. Sente-se sozinho, por um vazio existencial, no qual não se enquadra nem na família nem com amigos, quiçá com os colegas de trabalho.

Muitos jovens estão tão ligados a jogos de videogame, que sequer lembram-se de coisas básicas, como levantar para comer. Para os pais, que também estão centrados em seu mundo, isso é dado como algo corriqueiro, “da idade”. Será? Talvez por isso, tantos suicídios têm acontecido cada vez mais, com idades mais tenras e em todos locais.

Existe ainda o chavão de que temos que ganhar muito dinheiro, comprar muitos bens materiais e constituir bom recurso monetário, relacionando-nos fugazmente, com criaturas que nos satisfazem momentaneamente, mas sem construirmos vínculo (sem compromisso). Com essa situação, retornamos à nossa casa num profundo ato de solidão, pela ineficiência em conseguirmos manter uma relação saudável e profícua.

Há aqueles que reclamam por não ter um companheiro(a), porém não aceitam ser contrariados em nada. Procuram a idealização de uma pessoa perfeita, que não existe. Nada lhes serve e, nessa visão utópica, morrem buscando a “alma gêmea”. Não saíram da fase do egocentrismo e, de forma narcísica, amam somente a si próprios e àqueles que espelham seus desejos e necessidades.

Conviver dá trabalho! Ninguém passa por essa vida à toa. Temos que buscar recursos para aprender a nos socializar, sem deixar de gostarmos de nós mesmos. Temos que nos amar, para também amar ao próximo. E, para derrotar o tipo de solidão que nos aniquila, precisamos nos permitir conhecer melhor as pessoas ao nosso redor. Com certeza, elas nos trarão alguns problemas. Às vezes, nos deixarão para baixo. Contudo, na balança da vida, haverá possibilidades infindáveis de situações boas e prazerosas. Acredite, dependerá muito do peso que depositarmos naquilo que atrairmos para nós mesmos.

E, se assim mesmo, à nossa revelia, ficarmos sós e tristes, busquemos atividades que nos deem prazer: escrever uma carta/mensagem; ler um bom livro; fazer um diário; falar, nem que seja com o vizinho; dançar; praticar alguma atividade física; meditar etc...

Entendendo que ainda estamos no meio de uma pandemia, é natural que tenhamos alguns impedimentos. Mas que não sejam tão fortes quanto o desejo maior de não se isolar da vida e do mundo.

Para aqueles que se isolam por algum transtorno emocional, a maior arma é conversar com alguém próximo, para que receba ajuda médica e, se possível, psicológica. O diálogo abre portas para a resolução de muitas situações de risco.

É importante que parentes, colegas e amigos observem essas pessoas cuidadosamente e as auxiliem, evitando danos psíquicos, que poderão se tornar irreversíveis, se não tratados a tempo.

A decisão é nossa! Só nossa!




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