E eu, onde fico nessa história? Quando tudo parece igual por fora, mas muita coisa está mudando por dentro
- Gabriella Sperati
- há 6 dias
- 3 min de leitura

Por Ana Paula Aquilino
CRPSP 20.694
Parceira ConQuistah Consultoria Psicológica
Ela olha para a própria vida e, por fora, parece que nada mudou. Por dentro, quase tudo está mudando, sem que ela se dê conta, a princípio.
Vou dar um nome a essa mulher, que está passando por esse momento de vida. Vou chamá-la de Renata, porque significa renascida, renovada.
Não há mudanças de vida marcantes, ou seja, ela pode se manter casada, ou separada; seus filhos já estão na adolescência há algum tempo, não é novidade; não houve mudança de bairro, cidade ou país; porém, ela começa a perceber, sem clareza sobre o que sente, que há algo que a incomoda e angustia, além dos sintomas da perimenopausa (período de intensos sintomas físicos e mentais que antecede a menopausa).
Talvez esse sentimento venha como uma tristeza, mesmo nos dias mais produtivos. E seu olhar para si mesma se confunde com o quanto supriu as necessidades de todo um contexto e de todos ao seu redor.
Aos poucos, ela começa a perceber que, afinal, existem muitas mudanças acontecendo, sim: filhos crescendo, relações se transformando, o corpo mudando, perdas aparecendo, seu olhar para si mesma e para o mundo sendo alteradas.
E, apesar de sentir que seu tempo é bastante funcional, talvez seja o momento de ela se perguntar: “Indiscutivelmente sou produtiva, mas, para quem?”. Fica fácil responder: “para os filhos, marido, trabalho profissional, casa, os próprios pais, os sogros, até para as amigas.” Porém, agora surge em sua cabeça, outra pergunta que ela não consegue deixar de fazer a si mesma: “E eu, onde fico nessa história?”.
Aos poucos, bem aos poucos, ela vai sentindo que fez pouco por si mesma...
Você se identifica, de alguma forma com a Renata? Já sentiu essa tristeza sem nome que, às vezes te faz até envergonhada por tentar se procurar nas situações?
Nesse momento da vida, já não basta fazer pelos outros. A pergunta “onde eu fico nessa história?”, traz essa presença - a sua - que você pode ter deixado de lado por muitos anos.
E, com desafios na aceitação dos próprios sentimentos, será preciso seguir em frente, entrando em contato com a possibilidade de preencher os espaços que ficaram entre você e as suas necessidades. Elas também existem e você também conta.
Então, a tristeza, a angústia sem nome, a emoção que incomoda nos momentos de solidão, podem se transformar na possibilidade de você viver de maneira mais plena e satisfatória. Não é só ficar satisfeita porque conseguiu deixar todos confortáveis. É descobrir o que significa conforto para você.
Esse é um tempo de reorganizar a própria história, e dar um novo lugar a si mesma. Não precisa deixar de ser quem é, mas sim, conseguir dar lugar àquilo que pode trazer bem-estar a você.
De forma bem simples, responda à pergunta: “se eu fosse viajar agora, para onde eu iria e como organizaria essa viagem? O que eu escolheria, se não precisasse organizar minha vida em função dos outros?” Você consegue responder?
Não é sobre criticar a maneira como você viveu até hoje. É sobre dar novo lugar para si em tudo que vive. Não estou falando sobre se divorciar, deixar de supervisionar a vida dos filhos que ainda precisam disso ou de aprender a dizer não para tudo e para todos. Falo de se levar em conta – o que, talvez, não tenha acontecido até aqui.
Não é um período fácil. Mas você não está sozinha nesse tipo de contexto. Há uma legião de mulheres que passam pela mesma dor. Nossa cultura estimula as mulheres a viverem dessa forma. Estamos progredindo na direção de uma outra visão das relações e do que significa ser uma mulher produtiva, funcional. Mas a passos de formiga. E isso não precisa prevalecer durante toda a sua vida, principalmente a partir do momento em que você passa a se questionar nessa direção.
A terapia nesse momento ajuda na reorganização da própria vida para uma continuidade mais prazerosa, serena e plena. Não há necessidade de passar sozinha por esse período de reencontro com a mulher que você é e da conquista do seu autorrespeito.
Nós, da ConQuistah Consultoria Psicológica, estamos aqui para te receber, num espaço online seguro e propício para a reorganização de seu olhar a seu próprio respeito. Estamos a sua espera.




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