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SER FELIZ ENTREVISTA

Entrevista com a Maria de Jesus Alecrim Por Maria do Carmo Braga do Amaral Tirado


Maria de Jesus Alecrim tem Graduação em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo (1989). Especializações em: Psicossomática, Psicologia Hospitalar e Psicologia Aplicada a Nutrição e Mestre em Ciência da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2019). Tenho experiência na área da Psicologia com ênfase em psicologia obstétrica e clínica. Atua em consultório e no ambulatório de Gestação e Diabetes da UNIFESP.

1. Como foi seu ingresso, na área de Psicologia Obstétrica?

Logo que terminei minha graduação fiz o curso de Especialização em Psicoprofilaxia da Gestação, Parto e Puerpério com a psicóloga Fátima Bortoletti (UNIFESP)


2. Como é para você trabalhar tantos anos com gestações de risco?

É a oportunidade de acolher, através da escuta clínica, o sofrimento de mulheres e/ou famílias que vivem momentos de perda iminente de uma gestação. Além da nossa formação especifica, também me possibilitou ampliar meu conhecimento visando o atendimento integral à gestante e sua família.


3. Antes mesmo de ingressar no Ambulatório da Unifesp de Diabetes, já tinha tido uma experiência importante na Fundação Santo André. Conte-nos um pouco sobre o seu serviço.

Foi um período de grande aprendizado, onde me possibilitou atuar numa equipe multidisciplinar no atendimento de crianças e adolescentes com obesidade.


4. Para você, qual é a importância em fazer voluntariado?

Considero o voluntariado de fundamental importância nas diferentes áreas da saúde. Porém, entendo que o voluntariado deve ser um setor organizado e bem coordenado, porque é uma atividade que deve ter critérios técnicos e éticos bem estabelecidos e com compromisso.


5. E o trabalho multiprofissional? Qual é a importância do mesmo no Ambulatório que você trabalha com gestantes diabéticas?

No ambulatório de Gestação e Diabetes (UNIFESP), a atuação multiprofissional está bem consolidada. E a importância do trabalho multiprofissional com gestantes diabéticas é fundamental, visto que é uma gestação de alto risco pois, além da gestante ter que lidar com as angústias e ansiedades próprias do período gestacional, há também as preocupações, medos e dificuldades das alterações glicêmicas causadas pela doença, que pode ser diabetes pré-existente ou diabetes desenvolvida durante a gravidez.


6. Como supervisora, entre outras funções, teria alguma recomendação a fazer àqueles que estão iniciando a profissão?

Além do próprio processo psicoterapêutico, é importante atuar em grupos de estudo, de supervisão e continuar estudando muito.


7. Nesses quase 40 anos de experiência profissional, qual trabalho até hoje mais lhe chamou a atenção?

Ah, nossa área é muito desafiadora... Gosto muito do que faço. Porém, ter a possibilidade de trabalhar atendendo pacientes diabéticos (gestantes e não gestantes) tem sido muito estimulante na busca de conhecimento técnico científico, tanto na área biológica como dentro da psicologia, para um melhor e mais amplo atendimento do paciente.


8. Por favor, você pode explicar a diferença entre Diabetes tipo I e tipo II?

Bom, o diabetes tipo I, é uma doença crônica, autoimune. O pâncreas não consegue produzir insulina devido a destruição das células beta. No diabetes tipo I, há necessidade de aplicação de insulina, porque o organismo não produz mais esse hormônio. Além do tratamento com insulina, são necessárias: a adoção de hábitos alimentares saudáveis e atividade física, para evitar complicações futuras.


No diabetes tipo II há dois mecanismos que causam a permanência de glicose no sangue(hiperglicemia): o pâncreas até consegue produzir insulina mas em quantidade insuficiente, sendo que algumas células do corpo não a recebem - o que é conhecido como resistência à insulina.

O tratamento do diabetes tipo II, dependendo da gravidade, pode ser feito com medicação oral, mas reeducação alimentar e atividade física são hábitos que devem ser incorporados à vida do paciente diabético, contribuindo muito na qualidade de vida e na redução de risco e complicações futuras.


Tanto no diabetes tipo I e quanto no II, os resultados do mau funcionamento do pâncreas são a hiperglicemia (permanência de glicose no sangue) e as complicações resultantes do mau controle da doença.


9. Qual mensagem gostaria de deixar, em meio a essa pandemia, para as mulheres diabéticas?

Que não deixem de seguir as orientações da equipe de saúde e que mantenham as medidas não farmacológicas como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social, quando possível.


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SER FELIZ ENTREVISTA Maria do Carmo Braga do Amaral Tirado CRP/SP 06/42494






ENTREVISTADA Maria de Jesus Alecrim Psicóloga Clínica e Obstétrica

CRP SP 06/32281




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