NATAL DE PAZ
- Gabriella Sperati
- 14 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

Por Maria do Carmo Braga do Amaral Tirado Psicóloga – CRPSP 06/42494 Parceira da ConQuistaH Consultoria Psicológica
Estou escrevendo há alguns anos sobre os Natais e me perguntei, qual seria o título deste ano, para não ser repetitiva. De imediato me veio NATAL DE PAZ. A paz nos traz calma, melhor consciência das coisas, lucidez nas escolhas e tantas outras benesses, no sentido positivo.
Mas como obtê-la?
Afinal, o mundo anda bem agitado. Concorda?
As pessoas estão até andando de forma frenética, sempre ligadas aos aparelhos eletrônicos, cumprindo prazos; pegando trânsito; sem tempo, ao menos, para degustar harmonicamente uma comida; sem contar as contas a pagar; os problemas familiares; as adversidades profissionais... Uma loucura!
Poucos conseguem olhar direito para os olhos dos outros, ser mais empáticos. Às vezes, (infelizmente) mal veem seus próprios filhos, imaginem como são junto a estranhos...
Dar um bom dia logo cedo para um transeunte é quase impossível e, pasmem, eu mesma, saindo para uma caminhada na primeira hora do dia com minha cachorrinha, me assustei quando duas senhoras me cumprimentaram. Era uma rua parada e muito cedo; estava envolta com meus próprios pensamentos e depois me cobrei: como, que seria normal e corriqueiro, me assustou? Não importa se eu não as conhecia; viver no automático tira a paz de qualquer um.
Creio que todos os leitores devem ter algo a contar, nesse sentido, pelo menos quem reside nas grandes metrópoles enfrenta, de um jeito ou de outro, situações como essas.
A paz é obtida justamente no equilíbrio, na quietude e se ampliarmos um pouco o termo, no entendimento, na harmonia, na união. Ou seja, nos marca positivamente, pois nos aproxima do que o budismo e outras religiões indianas falam, o “nirvana”, ligado à libertação do sofrimento e apegos desnecessários.
Como corriqueiramente vemos, o Natal tem a simbologia do nascimento de Jesus para as religiões ocidentais cristãs e, portanto, também preconiza a paz de espírito, a paz entre os homens, entre nações e, sobretudo, é dada como uma festa em família.
E eu pergunto: até que ponto seguimos esses preceitos ou simplesmente estamos preocupados com as festas cheias de guloseimas e lotadas de presentes, esquecendo que depois as contas vão chegar e que teremos que dar conta de tudo isso?
Sem contar que nem sempre as festividades são harmônicas e tranquilas e a paz passa longe de muitos corações.
Mas sempre é tempo de reavivar na nossa memória o que de fato nos trazia felicidade nos Natais vividos em família. Muitos trarão memórias afetivas positivas e outros, nem tanto!
Das coisas boas e das não tão boas, pensemos que essas vivências podem ser importantes para modificar para melhor essas experiências, trazendo luz e paz ao Natal, dentro de suas crenças, mas nunca as limitando, procurando dar cor à data.
Colorir o Natal pode ser feito usando guirlandas, árvores, presépios e tantos outros artefatos, mas que tal colorir a data de outra forma? Talvez através de uma mensagem edificante, ajudando o próximo, visitando uma creche, uma casa de repouso, se vestindo de Papai Noel e levando alegria para crianças e idosos. Ou talvez, mesmo junto à sua família, bolando uma dinâmica que os una, quem sabe fazendo reverência a Jesus e pegando algumas de suas passagens e as adequando à realidade familiar?
São tantas possibilidades... basta usar um pouco de criatividade e nem sempre haverá gastos extras para isso. É possível que tenhamos em casa mesmo, tudo aquilo que precisamos para dar encanto à data.
Pessoalmente, julgo que o aniversariante do dia vai amar porque essa comemoração não faz sentido só com mesa farta e lembrancinhas. Embora essa possibilidade seja importante, não é bem o foco. Não nos esqueçamos que esse tipo de gasto, para o comércio, é ótimo e tudo bem! Mas a questão é: quanto valido essa parte material na minha vida e qual é a significância disso.
Considero que essa reflexão serve para o ano vindouro, qual paz eu busco no dia 25 de dezembro e o que venho a pleitear para 2026? Se me deparar com os mesmos problemas deste ano que está findando, preciso validar também o que fiz, para me modificar para melhor, senão sob todos os aspectos, pelo menos em alguns.
Essa autorreflexão me trará paz, caso eu tenha tentado e simplesmente não tenha conseguido. Se consegui, foi porque vivi muitas adversidades ou, ao contrário, fiquei estagnado perante a vida, aguardando cair do céu todas as dádivas? Outros trarão que, apesar dos desafios, atingiram alguns focos. Que bom! Que possam permanecer bem. E aqueles que não conseguiram, que não fiquem estáticos.
Jesus que era Jesus, em sua breve passagem por aqui, viveu com resiliência muitas adversidades e nos deixou uma calmaria e tranquilidade gigantes. Basta segui-lo!!
Ontem ouvi de uma pessoa querida, vamos desejar feliz eu novo aos indivíduos, mas com Jesus como exemplo e, fatalmente, muitas alegrias surgirão no meio do caminho.
Nem sempre teremos saúde perfeita, trabalho ótimo, parentes e amigos adequados, mas sempre existirá alguém muito importante nas suas vidas, que é você mesmo. Acredite nisso, com boas condutas e integridade, seu natal e 2026 serão permeados de luz e paz! A decisão é nossa! Só nossa!




Texto inspirador para seguirmos fazendo o bem, aos outros ena nós mesmos.
Parabéns e um Feliz Natal