Autoconhecimento e Páscoa – similaridades- quais seriam?
- Gabriella Sperati
- 15 de mar.
- 3 min de leitura
Por Maria do Carmo Braga do Amaral Tirado Psicóloga
– CRPSP 06/42494
Parceira da ConQuistaH Consultoria Psicológica

Para os judeus, a Páscoa (Pessach) é uma celebração importante que comemora a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, conforme descrito no Êxodus. É um período de reflexão, gratidão e renovação. Nesse sentido, reforça a importância da liberdade, da justiça e da conexão com a história e a fé.
É comemorada com rituais, orações e refeições especiais, como o Seder, onde se come pão sem fermento e ervas amargas, em analogia à amargura da escravidão.
Pelo cristianismo é uma celebração que comemora a ressureição do Cristo, como redentora à humanidade, a esperança da vida eterna, cujo período é de reflexão, arrependimento e, igualmente, a renovação da fé.
É comemorada com missas, orações, o ovo (representando a vida) e o coelho (símbolo da fertilidade e renovação). É tempo de alegria e esperança.
E o que isso pode se relacionar com o autoconhecimento?
Vejamos abaixo:
- liberdade interior: superando medos, apegos e padrões limitantes.
- renovação e transformação: nos convida a refletir sobre mudanças pessoais e crescimento espiritual.
- confronto com a sombra: parte de si mesmo, que precisam ser transformadas e transmutadas.
Se fizermos uma analogia com Carl Jung (psicanalista suíço), ele trata da individuação da pessoa; no qual se torna mais completa, integrando o consciente e o inconsciente.
O ovo de Páscoa representaria a vida, um símbolo do Self, o centro da psiquê. Além disso, há um símbolo arquetípico entre morte e renascimento, representando transformação e renovação. Ademais, a vida e a morte, como a união dos opostos, que se associam na psiquê (parte consciente/inconsciente, racional/emocional). Nesse tocante, pensamentos, sentimentos, percepções atuais ou não, instintos, conteúdos reprimidos, fariam parte desse processo.
Poderíamos correlacionar outras correntes, como Sigmund Freud (pai da Psicanálise) que ao falar de culpa e expiação, comenta a necessidade de expiação dos desejos inconscientes e conflitos reprimidos.
Mas sobretudo a Páscoa pode servir para a transformação íntima, superando desafios e fortalecendo o ser humano, com ênfase no amor e na fraternidade. Tão preponderante nos dias de hoje...
É momento de descobrir “quem sou eu?”. Vamos assim, tentar entender as emoções, seus padrões e comportamentos repetitivos, desenvolver autoconsciência e tomar melhores decisões.
Para isso tenho que olhar para mim mesmo(a), num processo contínuo e ininterrupto, deixar de lado crenças limitantes, que muitas vezes foram cravadas na memória (desde a mais tenra idade) e me fortalecer para enfrentar os desafios, de forma objetiva e menos ansiosa.
Sim, menos ansiosa, afinal o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, o que infelizmente acomete 18,6 milhões de pessoas, segundo dados de 2023; inclusive o acometimento maior é entre jovens de 18 a 24 anos, com maior índice entre mulheres.
Essa ressalva, faz pensar que em meio a tantas adversidades do mundo e algumas específicas do nosso país, como consigo a renovação, que é também pressuposto do advento da Páscoa?
Recebi há pouco uma fala que diz:
“Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. Transforme-se “
(supostamente de Eduardo Galeano, jornalista e escritor Uruguaio, que morreu em 2015).
Esta frase conclama-nos a um processo ativo; afinal crescer significa trabalhar nossas diferenças, aceitando o que não pode ser mudado, mas nos esforçando em fazer o melhor para a autotransformação positiva.
A Neurociência fala em reprogramação do cérebro, promovendo crescimento, fortalecendo conexões neuronais, à medida que nos permitimos a mudar.
Mas e se não conseguirmos dar passos nesse sentido?
A Conquistah Consultoria Psicológica mantém atendimentos psicológicos, online, à disposição, se você for tocado(a) a buscar uma ajuda aprofundada nesse sentido.
E feliz Páscoa a todos! sob todas as vertentes!




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